PALMAS / TO - segunda-feira, 01 de setembro de 2014

O exame de líquor

A figura 1 mostra o fluxo do LCR através de todo o sistema nervoso central, tanto no encéfalo quanto no canal raquidiano. O líquor pode ser colhido a partir de qualquer localização, porém, na rotina clínica, a punção lombar e a subocciptal são  os meios mais comuns de coleta de líquor.

figura 1


A punção lombar

A figura 2 mostra a posição do paciente a ser puncionado e o sítio da punção na região lombar. Pede-se nesse momento manter-se calmo e imóvel. Anestesia local é realizada para que não haja dor e o exame seja feito rapidamente. É colhido uma ou mais amostras de líquor e encaminhado ao laboratório para análise. Um pequeno curativo e feito localmente e pode ser retirado após 1 hora.  

Cuidados após a punção

Devido às diferenças de gradiente de pressão quando estamos de pé (no encéfalo a pressão é mais baixa que na região lombar), existe possibilidade de haver um vazamento do líquor para o espaço peridural pelo furinho da agulha através de uma membrana chamada dura-mater. Isso ocasiona a dor de cabeça conhecida como "cefaléia pós-punção". Não há saída visível do líquor pelas costas, mas internamente, o pouco que vaza é capaz de reduzir a pressão intracraniana a tal modo que gera dor de cabeça quando de pé. Apesar de parecer algo complicado, a prevenção não é. O simples fato de permancer deitado com a cabeceira baixa após o exame por algumas horas é o suficiente para evitar essa complicação. Se houver persistência da dor de cabeça após a punção, o serviço médico deverá ser comunicado. Existem  condutas e procedimentos para tratar eficaz e definitivamente essa complicação.

 

  

 

figura 2                                          figura 3

 


A punção subocciptal

É realizada na nuca, na base do crânio, em direção à cisterna magna, onde há um espaço amplo para a coleta de líquior. Nesse caso a posição é a mesma porém com o pescoço bem fletido. A  nuca, como é menos enervada, é igualmente menos dolorosa.Diferentemente da punção lombar, geralmente não se utiliza anestesia local por ser indolor e este procedimento não leva à "cefaléia pós punção" por não haver espaço peridural.  Não há necessidade de permanecer deitado após a punção.

 

 

O líquor oferece várias informações sobre o sistema nervoso central quando há necessidade de esclarecer diagnósticos de causa infecciosa, parasitária, tumoral e mesmo as degenerativas.

 

Para mais informações clique em: Líquido cefalorraquidiano  



Autor: Dr Antonio Sergio Castelo Branco Guimarães - Imagens colhidas na internet e editadas

Comentários enviar para serneuro@gmail.com - Atulaizado em 16/08/2009